Nefrectomia parcial: precisão máxima para preservar o rim
- Dr. Rafael Viterbo

- 3 de jan.
- 2 min de leitura
No tratamento do câncer de rim, a nefrectomia parcial tem um papel fundamental sempre que é possível remover apenas o tumor e preservar o restante do rim. Em situações mais complexas, a cirurgia robótica amplia ainda mais as possibilidades, oferecendo precisão e segurança em cenários desafiadores.
O que é a nefrectomia parcial?
A nefrectomia parcial é a cirurgia em que apenas o tumor é retirado, mantendo o máximo possível de rim saudável.O grande objetivo é alcançar um equilíbrio cuidadoso entre controle do câncer e preservação da função renal.
Por que essa cirurgia é considerada delicada?
A nefrectomia parcial é uma das cirurgias mais técnicas da urologia porque envolve vários desafios ao mesmo tempo:
Precisão milimétrica para retirar completamente o tumor
Dissecção cuidadosa da artéria e da veia renal, estruturas vitais do rim
Controle rigoroso do sangramento, evitando perda excessiva de sangue
Reconstrução minuciosa do rim após a retirada do tumor
Tudo isso precisa ser feito equilibrando dois pontos fundamentais: retirar o tumor com segurança oncológica e preservar o máximo de função renal possível
Esse equilíbrio é o que torna a cirurgia tecnicamente exigente e dependente de planejamento e experiência.
O valor da cirurgia robótica, especialmente nos casos mais complexos
A cirurgia robótica tem um papel ainda mais importante em situações consideradas extremas, como:
Tumores renais centrais (próximos aos vasos ou ao sistema coletor)
Tumores bilaterais, quando há lesões nos dois rins
Pacientes com rim único ou com função renal já reduzida
Nesses cenários, a robótica oferece:
Movimentos mais precisos e estáveis
Melhor visualização das estruturas profundas do rim
Maior controle durante a dissecção dos vasos e a reconstrução renal
Isso amplia as chances de preservar o rim sem comprometer a segurança do tratamento.
Ultrassom intraoperatório e reconstrução 3D
Duas tecnologias que fazem grande diferença nesse tipo de cirurgia:
Ultrassom intraoperatório: ajuda a localizar exatamente o tumor durante a cirurgia, mesmo quando ele não é visível externamente, orientando cortes mais precisos.
Reconstrução 3D: permite planejar a cirurgia antes do procedimento, entendendo a relação do tumor com vasos, artérias e estruturas importantes do rim.
Essas ferramentas aumentam a segurança e ajudam a reduzir riscos.
Preservar o rim faz diferença?
Sim, e muita. Sempre que possível, preservar o rim:
Protege a função renal a longo prazo
Reduz o risco de insuficiência renal no futuro
Mantém melhor qualidade de vida
Por isso, quando a nefrectomia parcial é viável e segura, ela costuma ser a melhor opção.
Conclusão
A nefrectomia parcial é uma cirurgia delicada, que exige precisão, planejamento e tecnologia. Com o uso da cirurgia robótica, do ultrassom intraoperatório e do planejamento em 3D, é possível tratar tumores renais complexos mantendo o equilíbrio entre segurança oncológica e preservação da função renal.
Dr. Rafael Viterbo
Urologista | Uro-oncologia
📍 Av. Rio Branco, 185 - 428 - Centro, Rio de Janeiro



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