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Nefrectomia parcial: precisão máxima para preservar o rim

No tratamento do câncer de rim, a nefrectomia parcial tem um papel fundamental sempre que é possível remover apenas o tumor e preservar o restante do rim. Em situações mais complexas, a cirurgia robótica amplia ainda mais as possibilidades, oferecendo precisão e segurança em cenários desafiadores.

O que é a nefrectomia parcial?

A nefrectomia parcial é a cirurgia em que apenas o tumor é retirado, mantendo o máximo possível de rim saudável.O grande objetivo é alcançar um equilíbrio cuidadoso entre controle do câncer e preservação da função renal.

Por que essa cirurgia é considerada delicada?

A nefrectomia parcial é uma das cirurgias mais técnicas da urologia porque envolve vários desafios ao mesmo tempo:

  • Precisão milimétrica para retirar completamente o tumor

  • Dissecção cuidadosa da artéria e da veia renal, estruturas vitais do rim

  • Controle rigoroso do sangramento, evitando perda excessiva de sangue

  • Reconstrução minuciosa do rim após a retirada do tumor

Tudo isso precisa ser feito equilibrando dois pontos fundamentais: retirar o tumor com segurança oncológica e preservar o máximo de função renal possível

Esse equilíbrio é o que torna a cirurgia tecnicamente exigente e dependente de planejamento e experiência.

O valor da cirurgia robótica, especialmente nos casos mais complexos

A cirurgia robótica tem um papel ainda mais importante em situações consideradas extremas, como:

  • Tumores renais centrais (próximos aos vasos ou ao sistema coletor)

  • Tumores bilaterais, quando há lesões nos dois rins

  • Pacientes com rim único ou com função renal já reduzida

Nesses cenários, a robótica oferece:

  • Movimentos mais precisos e estáveis

  • Melhor visualização das estruturas profundas do rim

  • Maior controle durante a dissecção dos vasos e a reconstrução renal

Isso amplia as chances de preservar o rim sem comprometer a segurança do tratamento.

Ultrassom intraoperatório e reconstrução 3D

Duas tecnologias que fazem grande diferença nesse tipo de cirurgia:

  • Ultrassom intraoperatório: ajuda a localizar exatamente o tumor durante a cirurgia, mesmo quando ele não é visível externamente, orientando cortes mais precisos.

  • Reconstrução 3D: permite planejar a cirurgia antes do procedimento, entendendo a relação do tumor com vasos, artérias e estruturas importantes do rim.

Essas ferramentas aumentam a segurança e ajudam a reduzir riscos.

Preservar o rim faz diferença?

Sim, e muita. Sempre que possível, preservar o rim:

  • Protege a função renal a longo prazo

  • Reduz o risco de insuficiência renal no futuro

  • Mantém melhor qualidade de vida

Por isso, quando a nefrectomia parcial é viável e segura, ela costuma ser a melhor opção.

Conclusão

A nefrectomia parcial é uma cirurgia delicada, que exige precisão, planejamento e tecnologia. Com o uso da cirurgia robótica, do ultrassom intraoperatório e do planejamento em 3D, é possível tratar tumores renais complexos mantendo o equilíbrio entre segurança oncológica e preservação da função renal.


Dr. Rafael Viterbo

Urologista | Uro-oncologia


📍 Av. Rio Branco, 185 - 428 - Centro, Rio de Janeiro

 



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