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Tratamento do Câncer de Próstata no Centro do Rio de Janeiro
O tratamento do câncer de próstata depende do risco do tumor, do PSA, da biópsia, dos exames de imagem, da idade e das preferências do paciente. As modalidades descritas nas diretrizes incluem cirurgia, radioterapia, vigilância ativa em casos selecionados e hormonioterapia em situações específicas. A escolha é feita junto com o urologista, caso a caso.

O que é o câncer de próstata?
O câncer de próstata é um tumor que se desenvolve na próstata, uma glândula do sistema reprodutor masculino. Em muitos pacientes, ele cresce devagar; em outros, pode ser mais agressivo.
Por isso, não existe um único tratamento “padrão” para todo mundo: o caminho depende do risco do tumor e das características do paciente.
Como é definido o tratamento do câncer de próstata?
A definição do tratamento para o câncer de próstata é individualizada, baseada na estratificação de risco (sistema D'Amico ou NCCN), no estadiamento clínico, na expectativa de vida e nas preferências do paciente, conforme as diretrizes EAU 2024, AUA 2023 e NCCN Prostate Cancer 2024. As modalidades disponíveis incluem cirurgia radical (aberta, laparoscópica ou robótica), radioterapia (externa ou braquiterapia), vigilância ativa para casos de baixo risco, e terapias sistêmicas (hormonioterapia, quimioterapia, terapia-alvo) para doença avançada.
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PSA e sua tendência ao longo do tempo (se está estável ou subindo rapidamente)
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Resultado da biópsia (quando já foi realizada)
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Exames de imagem, especialmente quando ajudam a entender melhor a próstata e o tumor
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Idade, saúde geral e comorbidades
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Prioridades do paciente, incluindo qualidade de vida e expectativas de recuperação
O objetivo é tomar uma decisão bem fundamentada e individualizada, alinhada às boas práticas utilizadas em diretrizes internacionais e nacionais
Quais são as opções de tratamento?
Cirurgia (Prostatectomia)
A cirurgia consiste na retirada da próstata com intenção curativa em casos indicados. É uma opção muito considerada quando o tumor está localizado e o paciente tem perfil adequado.
Radioterapia
A radioterapia pode ser uma alternativa à cirurgia em vários cenários. Pode ser usada como tratamento principal ou combinada com outras estratégias, dependendo do risco.
Vigilância ativa (quando indicada)
Em casos selecionados, especialmente de baixo risco, pode ser possível acompanhar com consultas e exames periódicos, evitando tratamento imediato, com acompanhamento regular.
Bloqueio hormonal
O bloqueio hormonal não é “um substituto simples” da cirurgia ou da radioterapia. Ele entra principalmente em situações específicas: como combinação com radioterapia em alguns riscos, ou em doença mais avançada, conforme cada caso.
Quando a cirurgia robótica é uma opção?
A cirurgia robótica é uma forma de realizar a prostatectomia com auxílio de um sistema robótico controlado pelo cirurgião.
A indicação depende do estadiamento, do risco do tumor e da saúde geral do paciente, e é avaliada na consulta.
Cirurgia ou radioterapia: como é feita a escolha?

Essa é uma das dúvidas mais comuns. A escolha depende principalmente do risco do tumor, das características do paciente e das preferências individuais.
Na consulta, meu objetivo é deixar claro:
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quais opções fazem sentido para o seu caso
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quais benefícios e limitações de cada estratégia
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quais são os próximos passos, incluindo os exames que ainda faltam
O que levar na primeira consulta?
Se você tiver, traga:
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PSA anteriores (para ver tendência)
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laudos de biópsia e anatomia patológica
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exames de imagem (ressonância, PET, tomografia, se houver)
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lista de medicamentos e doenças prévias
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histórico familiar (câncer de próstata)
Mesmo que você não tenha tudo, não tem problema: a consulta serve justamente para organizar o caminho.

FAQ – Dúvidas comuns sobre tratamento
1) Todo câncer de próstata precisa tratar imediatamente?
Nem sempre. Em casos selecionados é indicado o acompanhamento (vigilância ativa); outros precisam de tratamento. O essencial é avaliar o risco e definir o plano indicado.
2) Como saber se meu câncer é “agressivo”?
A resposta vem da combinação de biópsia, PSA e exames de imagem, além de outros fatores clínicos. O tratamento depende desse conjunto.
3) Cirurgia e radioterapia têm o mesmo objetivo?
Em muitos casos, sim: tratar com intenção curativa. A escolha depende do seu perfil e das características do tumor.
4) Quando o bloqueio hormonal entra no tratamento?
Ele pode ser indicado em cenários específicos, muitas vezes em combinação com radioterapia, ou em casos mais avançados. A indicação é individual.
5) Quem pode fazer prostatectomia robótica?
Depende do estadiamento, do risco do tumor, da anatomia e da saúde geral do paciente. A avaliação define se é uma boa opção.
6) A cirurgia robótica garante o resultado?
Não. Nenhuma técnica garante resultado: ele depende do tipo de tumor, do estadiamento e do perfil do paciente.
7) Quais são os principais cuidados após o tratamento?
Acompanhamento com consultas e exames, além de orientações específicas conforme a modalidade escolhida.
8) Posso pedir uma segunda opinião?
Sim. É comum e saudável, especialmente quando há dúvida entre opções de tratamento.
9) Onde fazer a consulta para câncer de próstata no Centro do Rio?
A consulta é na Clínica Vivace, Av. Rio Branco 185, sala 428, Centro, em frente ao metrô Carioca. O agendamento é pelo WhatsApp.
Sobre o Dr. Rafael Viterbo
Dr. Rafael Gomes Viterbo é urologista (CRM-RJ 521128426 / RQE 56547), com graduação pela UNIRIO, residência em Urologia pelo HUPE-UERJ e fellowship em Uro-oncologia (UERJ), com treinamento em cirurgia robótica. Atuou em formação clínica nos hospitais HUGG (UNIRIO) e HUCFF (UFRJ), e é membro do Departamento de Uro-Oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia — Seccional Rio de Janeiro (SBURJ). Mantém produção científica ativa, com capítulos de livro publicados em 2025 e participação em eventos nacionais e internacionais
Referências: EAU Guidelines on Prostate Cancer; AUA/ASTRO Guideline on Clinically Localized Prostate Cancer; Sociedade Brasileira de Urologia; INCA, Câncer de próstata.
Conteúdo revisado e atualizado em outubro de 2026 por Dr. Rafael Gomes Viterbo, urologista, CRM-RJ 521128426, RQE 56547. Informações educativas; não substituem a consulta médica individualizada.
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