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Câncer de bexiga: avaliação e opções de tratamento

O câncer de bexiga costuma ser suspeitado por um sinal comum: sangue na urina, mesmo que apareça uma vez só e sem dor. Sangue na urina não significa que seja câncer, mas o sangue visível deve sempre ser investigado. Esta página explica como é a avaliação e quais são as opções de tratamento.


Quando procurar avaliação

  • sangue visível na urina, mesmo que tenha parado sozinho;
  • sangue na urina detectado em exame de rotina e confirmado ao microscópio: a investigação é ajustada ao risco de cada pessoa, como idade e tabagismo;
  • ardência, urgência ou aumento da frequência urinária que não melhoram e não são explicados por infecção;
  • lesão na bexiga vista em ultrassom, tomografia ou ressonância;
  • resultado de citologia urinária alterado.

O tabagismo é o principal fator de risco conhecido; a exposição a alguns produtos químicos no trabalho também é relevante. Parar de fumar é recomendado em qualquer fase, inclusive depois do diagnóstico.


Como é a investigação

O Dr. Rafael conversa sobre sintomas e fatores de risco e pede os exames necessários:

  • exames de urina, inclusive cultura, para afastar infecção;
  • exame de imagem do trato urinário, como tomografia com fase excretora (urotomografia) ou ultrassom, conforme o caso, para avaliar também os rins e os ureteres;
  • cistoscopia: exame em que um tubo fino com câmera é introduzido pela uretra para olhar a bexiga por dentro. Em geral é feito com aparelho flexível e anestésico local em gel;
  • citologia urinária: procura células alteradas na urina e é mais útil nos tumores de alto grau.

Se for encontrada uma lesão, o passo seguinte costuma ser a retirada por via endoscópica, pela uretra, em centro cirúrgico e com anestesia (ressecção transuretral, ou RTU), e enviada para a patologia. O Dr. Rafael realiza a RTU. A RTU confirma o diagnóstico, mostra o grau do tumor e se ele atingiu ou não a camada muscular da parede da bexiga. Em alguns casos, uma segunda ressecção é indicada para completar a avaliação, e quando há invasão do músculo são pedidos exames de imagem para o estadiamento.


O que o laudo da patologia quer dizer

  • tumor não músculo-invasivo (Ta, T1 ou carcinoma in situ): está nas camadas internas da bexiga. É classificado em risco baixo, intermediário ou alto, conforme o grau, o tamanho, o número de lesões e se é a primeira vez ou uma recidiva;
  • tumor músculo-invasivo (T2 ou mais): atingiu a camada muscular e pede um tratamento mais extenso;
  • grau baixo ou alto: indica a tendência de o tumor voltar e progredir;
  • presença de músculo na amostra: o laudo informa se a ressecção incluiu a camada muscular, o que é importante para o estadiamento.


Opções de tratamento

O tratamento depende dessa camada, do grau do tumor e do risco.


Tumor que não invade o músculo. Costuma ser tratado pela ressecção endoscópica, às vezes com instilação de medicamentos dentro da bexiga, e é seguido de controles periódicos com cistoscopia:

  • quimioterapia dentro da bexiga: uma dose logo após a RTU ou uma série de aplicações, em casos selecionados;
  • BCG: medicamento colocado na bexiga por uma sonda, que estimula a defesa do organismo contra o tumor. É usado em casos de risco intermediário e alto, com aplicações semanais no início e manutenção por um período;
  • acompanhamento: cistoscopias periódicas por anos, com intervalo definido pelo risco, porque o tumor pode voltar;
  • em alguns casos de risco muito alto, ou que não respondem ao BCG, a cistectomia e outros tratamentos podem ser discutidos.

Tumor que invade o músculo. Costuma exigir um tratamento mais extenso, e as diretrizes recomendam que a decisão seja discutida em equipe, com o urologista, o oncologista clínico e o radioterapeuta. O Dr. Rafael faz essa discussão com profissionais capacitados, como oncologista e radioterapeutas. As opções incluem:

  • tratamento sistêmico antes da cirurgia (quimioterapia e, em alguns casos, imunoterapia, que pode continuar depois), indicado pelo oncologista clínico, seguido da retirada cirúrgica da bexiga (cistectomia radical) e dos gânglios linfáticos da pelve;
  • preservação da bexiga em casos selecionados: ressecção o mais completa possível seguida de radioterapia com quimioterapia, com cistoscopias frequentes no acompanhamento;
  • para quem não pode receber o tratamento completo, há alternativas ajustadas à saúde de cada pessoa.

O Dr. Rafael realiza cistectomia quando ela é a opção indicada, por via aberta, laparoscópica ou robótica, conforme o caso.


Cistectomia e derivação urinária

A cistectomia radical retira a bexiga e os gânglios linfáticos da pelve. Em homens, costuma incluir a próstata e as vesículas seminais; em mulheres, pode incluir o útero, os ovários e parte da vagina, conforme o caso. Depois disso, a urina precisa de um novo caminho (derivação urinária). As derivações que o Dr. Rafael realiza são principalmente estas:

  • conduto ileal (urostomia): um pequeno segmento do intestino leva a urina até uma abertura na barriga (estoma), onde se usa uma bolsa coletora;
  • neobexiga: um reservatório feito com intestino é ligado à uretra, e a pessoa volta a urinar pela uretra, depois de um período de treinamento; algumas pessoas precisam esvaziar o reservatório com sonda.

A literatura descreve ainda outras possibilidades, como o reservatório continente, um reservatório interno esvaziado com sonda por um pequeno orifício na pele, que podem ser conversadas na consulta.


A escolha depende do tumor, da função dos rins, da saúde geral, da história de cirurgias no intestino, da capacidade de cuidar da derivação e da sua preferência. Antes da cirurgia, a enfermagem de estomaterapia pode marcar o local do estoma e ensinar os cuidados.


É uma cirurgia de maior porte, feita em hospital, com internação mais longa do que nas outras cirurgias urológicas; o hospital é combinado com você conforme o seu caso. O tempo previsto e os cuidados são explicados antes. A recuperação inclui voltar a se alimentar e caminhar desde os primeiros dias, aprender os cuidados com a derivação e retomar as atividades aos poucos, ao longo de semanas.


Sinais de alerta

Procure atendimento sem esperar a consulta se houver:

  • febre ou calafrios;
  • urina com muitos coágulos ou dificuldade para urinar depois de uma RTU;
  • urina que para de sair pela bolsa, pela sonda ou pela uretra, ou que diminui muito;
  • dor forte na barriga, vômitos ou barriga distendida;
  • dor ou inchaço em uma das pernas, ou falta de ar, depois de uma cirurgia;
  • febre alta ou mal-estar que não passa depois de uma aplicação de BCG.

Quem é operado pelo Dr. Rafael recebe o telefone dele e o da clínica para contato depois da cirurgia. Em situação grave, procure diretamente um serviço de emergência.


Quando uma segunda opinião ajuda

  • quando o laudo mostra tumor músculo-invasivo e a cistectomia foi proposta;
  • quando um tumor de alto risco voltou ou não respondeu ao BCG;
  • na escolha do tipo de derivação urinária;
  • quando há dúvida no laudo e se pede a revisão das lâminas por outro patologista.

Nos tumores que invadem o músculo, o tratamento costuma ser planejado sem demora; a segunda opinião pode ser feita enquanto os exames são completados.


Como é a consulta

Na consulta, o Dr. Rafael revisa seus exames, explica o que foi encontrado, quais exames ainda faltam e quais caminhos existem. Se a ressecção ainda não foi feita, a consulta orienta os próximos passos. Você pode vir para uma primeira avaliação ou para uma segunda opinião.


O que levar

  • exames de imagem (laudo e imagens em CD, pendrive ou link), de urina e de sangue, principalmente creatinina;
  • laudos de cistoscopia, de RTU e de patologia, se houver, e as lâminas se for pedida revisão;
  • resultado de citologia urinária, se houver;
  • lista de medicamentos, principalmente anticoagulantes, e de doenças prévias;
  • histórico de tabagismo e de exposição a produtos químicos no trabalho.


Como a família pode ajudar

Vir junto à consulta, anotar as explicações, ajudar a reunir os laudos e participar da decisão quando o paciente desejar. Apoiar quem está parando de fumar faz diferença. Se houver cistectomia, um familiar pode aprender junto os cuidados com a bolsa ou com a sonda e ajudar nas primeiras semanas em casa.


Formação

Fellowship em Uro-Oncologia e Cirurgia Robótica pela UERJ.


Perguntas frequentes

Sangue na urina é sempre câncer?

Não. Pode ter outras causas, como infecção ou pedra, mas só a investigação esclarece.


Preciso fazer cistoscopia?

É o exame principal para olhar a bexiga por dentro. Em geral é indicada diante de sangue visível na urina e, conforme o risco de cada pessoa, quando o sangue aparece só no exame. O médico explica a necessidade no seu caso.


A cistoscopia dói?

Em geral é feita com anestésico local em gel e causa um desconforto passageiro. Ardência leve ao urinar nas horas seguintes é comum.


O que é a RTU?

É a ressecção transuretral: a retirada do tumor por dentro da uretra, com anestesia, para tratar e para que a patologia defina o tipo e a profundidade do tumor.


O que é o BCG?

É um medicamento colocado dentro da bexiga que estimula a defesa do organismo contra o tumor. Pode causar ardência, vontade frequente de urinar e mal-estar por alguns dias.


Todo câncer de bexiga exige retirar a bexiga?

Não. A maioria dos tumores é diagnosticada antes de invadir o músculo e é tratada pela via endoscópica, com ou sem medicamentos dentro da bexiga.


É possível preservar a bexiga quando o tumor invade o músculo?

Em casos selecionados, sim, com ressecção seguida de radioterapia e quimioterapia. A indicação é discutida com o oncologista clínico e o radioterapeuta.


Como é viver com urostomia?

Com orientação e adaptação, muitas pessoas retomam atividades do dia a dia, como trabalho, viagens e atividade física. A enfermagem de estomaterapia ajuda a aprender os cuidados.


O câncer de bexiga pode voltar?

Pode, principalmente nos tumores que não invadem o músculo. Por isso o acompanhamento com cistoscopias periódicas é parte do tratamento.


Posso marcar para segunda opinião?

Sim. Traga os laudos e as imagens.


Dá para ter uma segunda opinião a distância ou por teleconsulta?

Conforme o caso, sim. O Dr. Rafael também atende por teleconsulta, em que analisa com você os laudos e os exames. Se a teleconsulta é adequada ao seu caso é avaliado antes, porque algumas situações pedem consulta e exame presenciais.


Atende plano de saúde?

O atendimento é particular, com nota fiscal e, quando o plano exige, relatório para você solicitar reembolso; o reembolso depende das regras de cada plano.


Como agendar?

Pelo botão de WhatsApp desta página: a recepção da Clínica Vivace marca e confirma o horário da consulta com o Dr. Rafael, que atende às terças (à tarde) e às quintas. O retorno para mostrar os exames está incluído.


Atendimento particular, com nota fiscal e, quando o plano exige, relatório para solicitar reembolso; o reembolso depende das regras de cada plano.


Dr. Rafael Viterbo · Urologista · CRM-RJ 521128426 · RQE 56547
Clínica Vivace, Av. Rio Branco 185, sala 428, Centro (em frente ao metrô Carioca)


Este texto é educativo e não substitui a consulta. Cada caso é avaliado individualmente.

Dr. Rafael Viterbo, urologista (CRM-RJ 521128426, RQE 56547)

Local de atendimento - Centro RJ

Clínica Vivace

Av. Rio Branco, 185 - 428 - Centro, Rio de Janeiro - RJ, 20040-007

Em frente a estação de metro Carioca

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Recepção da Clínica Vivace, no Centro do Rio
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